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Scalp care: a tendência de beleza bilionária que ainda ocupa só 0,1% dos serviços de salão

Marcella Derze
Modelo de olhos fechados cercada por mãos com tesoura, pincel, escova e o secador Stellar PRO
Resposta rápida

Scalp care é o cuidado com o couro cabeludo levado ao salão com a lógica do skincare. O mercado profissional global da categoria chegou a cerca de US$ 1,1 bilhão em 2025, mas esses tratamentos ainda são só 0,1% dos serviços de salão. Para o salão, é uma chance de aumentar o ticket, criar recorrência e se diferenciar.

Durante décadas, boa parte da inovação em cuidados capilares se concentrou no fio e no resultado visível: brilho, hidratação, reparação, controle de frizz, coloração e finalização. O couro cabeludo só entrava em cena quando havia um problema específico a resolver.

Nos últimos anos, essa lógica mudou, e o movimento ganhou nome: skinification of hair care. Na prática, é levar para o cabelo uma mentalidade já consolidada no skincare: cuidar não só do efeito visível, mas também da base.

Por isso, ingredientes e conceitos antes associados à pele, como ácido salicílico, niacinamida, ceramidas, barreira cutânea e microbioma, passaram a ganhar espaço no haircare.

E os números já mostram o tamanho dessa mudança. Em 2025, o mercado profissional global de scalp care chegou a cerca de US$ 1,1 bilhão, com crescimento de aproximadamente 10% em um ano, considerando os principais mercados analisados pela Kline + Company.

US$ 1,1 bilhãomercado profissional global de scalp care em 2025
~10%de crescimento em um ano

A demanda cresce. A oferta ainda é pequena.

Nos Estados Unidos, nos três primeiros trimestres de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024:

  • os serviços de tratamento do couro cabeludo cresceram 9%;
  • a venda de produtos de scalp care nos salões cresceu 6%;
  • o tratamento de couro cabeludo custou, em média, pouco mais de US$ 40, contra quase US$ 36 dos demais tratamentos capilares;
  • ainda assim, esses tratamentos representam só cerca de 0,1% dos serviços realizados nos salões, segundo a Kline + Company.
+9%serviços de tratamento do couro cabeludo
+6%venda de produtos de scalp care nos salões
US$ 40 x US$ 36preço médio vs. demais tratamentos
0,1%dos serviços realizados nos salões

Esse é o número que mais me chama atenção: uma categoria bilionária, em crescimento global, com interesse crescente do consumidor e penetração ainda baixíssima nos serviços profissionais.

É nesse intervalo que eu gosto de procurar oportunidades. Quando a demanda aparece antes de a maioria dos concorrentes estruturar uma boa oferta, surge espaço para diferenciação, aumento de ticket e novas fontes de receita. Scalp care parece estar vivendo exatamente esse momento.

Como transformar scalp care em receita no salão

1. Use scalp care para aumentar o ticket de serviços que já vendem

Nem toda cliente vai entrar no salão pedindo scalp care. Uma das formas mais simples de testar a categoria é incorporá-la a serviços que já fazem parte da rotina:

  • escova + protocolo de couro cabeludo;
  • tratamento capilar + etapa específica para o couro cabeludo;
  • coloração + cuidado complementar;
  • experiência premium com análise cosmética, protocolo e finalização.

Assim, em vez de depender só de conquistar novas clientes, você aumenta o valor de uma visita que já aconteceria.

Profissional aplica sérum no couro cabeludo da cliente com conta-gotas

2. Transforme atendimento pontual em recorrência

Aqui está uma das maiores oportunidades: tratar scalp care como um ciclo, e não como um serviço isolado.

Avaliar → tratar → acompanhar → manter.

Na prática, o salão pode estruturar:

  • protocolos mensais;
  • pacotes de sessões;
  • acompanhamento da evolução, com registro a cada visita;
  • produtos de manutenção para casa.
Profissional analisa o couro cabeludo da cliente com câmera e imagem ampliada no notebook

3. Venda o benefício, não a palavra “scalp care”

Para quem trabalha com beleza, scalp care pode parecer um termo óbvio. Para a cliente, talvez não seja.

Por isso, não basta colocar “Scalp Care: R$ X” no menu. A equipe precisa:

  • entender qual problema cosmético aquela experiência ajuda a resolver;
  • saber explicar isso de forma simples.
Em vez de perguntar

“Quer adicionar scalp care?”

A conversa pode começar por

“Hoje podemos incluir uma etapa específica de cuidado com o couro cabeludo antes da finalização.”

Ou, ainda, apresentar o protocolo a partir da necessidade observada no atendimento.

Profissional conversa com a cliente sorridente durante o atendimento

4. Pense na experiência inteira, inclusive nas ferramentas

Se o couro cabeludo vira protagonista, não faz sentido olhar só para shampoo, sérum ou máscara. Também entram na equação:

  • temperatura;
  • fluxo de ar;
  • conforto;
  • tempo de atendimento;
  • adaptação da secagem.

Foi pensando em dar mais autonomia ao profissional que desenvolvemos o Stellar Pro, com diferentes níveis de temperatura e velocidade. Em um protocolo de scalp care, isso permite adaptar a secagem ao cabelo, ao serviço realizado e à experiência que o profissional quer oferecer.

Profissional finaliza o atendimento com o Stellar PRO no pedestal

É essa soma de detalhes que faz o scalp care deixar de ser só mais um serviço e virar uma experiência pela qual a cliente quer pagar mais.

Conheça o Stellar PRO


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